A Nossa História

Hist_logo

Introdução

A Educação Popular, é uma instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos com sede na Rua da Capela, no Bairro da Liberdade, freguesia de Campolide, distrito de Lisboa, fundada a 24 de Outubro de 1935.

A Instituição tem como objetivos principais:
• Apoio a crianças e a jovens, nomeadamente através da educação;
• Apoio à família;
• Apoio à integração social e comunitária.
• Prevenção, promoção e proteção da saúde.

Atividades da instituição e sua localização
Para a prossecução dos seus fins, a Educação Popular mantém em funcionamento as seguintes atividades:

• 1º Ciclo do Ensino Básico, sito na rua Padre Domingos Maurício dos Santos, Bairro da Serafina, em Lisboa;
• Pré-Escolar na Rua da Capela, Bairro da Liberdade, em Lisboa;
• Creche, Pré-Escolar, 2º e 3ºciclos do ensino básico na Rua João da Mota e Silva, nº3, Bairro da Serafina, em Lisboa
• Centro de Atividades de Tempos Livres, na Rua João da Mota e Silva, nº3, Bairro da Serafina, em Lisboa
• Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico na Colónia Infantil da Educação Popular, na Av. Marginal nº6799 – São João do Estoril, concelho de Cascais.
• Posto médico, na Rua da Capela, Bairro da Liberdade.

Enquadramento histórico

… Destacamos da história da “serra” de Monsanto, o ano de 1868 durante o qual surgiu a ideia de arborizar esta zona da serra, que deveria seguir o exemplo do Bosque de Bolonha em Paris.Hist_001
No entanto, a primeira comissão para elaborar a arborização da serra surgiu apenas no ano de 1929, sob a iniciativa do Ministro da Agricultura à data.
Mais tarde, em 1938, é contratado o Arquiteto Keil do Amaral para desenvolver o projeto, começando este Parque a ser uma realidade. A plantação começou depois a ser feita pela Mocidade Portuguesa à qual se juntaram os anteriores trabalhadores desses terrenos e os prisioneiros do Forte de Monsanto, que plantaram diversas árvores de crescimento rápido como a Acácia da Austrália e o Eucalipto.Hist_002
Além destas, foram também plantadas árvores de crescimento mais lento tais como Pinheiros Mansos e Cedros do Buçaco e também algumas espécies típicas da floresta portuguesa, como o Carvalho, o Sobreiro e a Azinheira, tendo estas sido plantadas apenas com um intuito didático.Hist_003
No ano de 1940 foi projetado o Centro de Desportos, mas deste projeto apenas foi construído o seu miradouro. Este ficava perto da atual Alameda Keil do Amaral que foi em 2003 transformada numa zona de desportos radicais e de manutenção física que é atualmente bastante frequentada.

Campolide desde a 1a República
Nas conspirações que precederam a implantação da República, andaram sempre envolvidos revolucionários de Campolide, Hist_004onde a Carbonária tinha numerosos filiados. Na noite a seguir ao Regicídio (1 Fev. 1908), em frente à casa de João Franco, na Rua Alexandre Herculano, foram presos sete operários de CampoIide, por se suspeitar que preparavam um atentado. Quatro deles moravam na Vila Borba, dois na Rua Conde de Antas e um na Vila Zacarias. O 5 de Outubro de 1910 teve em Campolide alguns dos seus episódios mais notáveis, quer pela ação das tropas sublevadas no Quartel de Artilharia Um, quer pelos combates no Alto da Rotunda (em frente à penitenciária). Logo após a vitória republicana, tropas e populares empreenderam buscas nos subterrâneos do Colégio dos Jesuítas de Campolide, largamente noticiadas na imprensa da época.

Outros feitos eram publicados pela impressa como os que Gustavo de Matos Sequeira, a 28/12/1931 no Diário de Notícias escrevia:… “No Bairro da Liberdade, para lá de Campolide, à beira do aqueduto das Águas Livres, mora uma gente que dá gosto vê-la, de simples e honrada que é. A fantasia de quem nunca andou por aquele sítio, emprestou-lhe famas indevidas, tenebrosas, de miséria negra e de vileza turva, que não tem. É um bairro simpático, este bairro da Liberdade. É pitoresco. É amável. É bom”…

Rua B – ano de 1934
Colégio jesuíta foi encerrado e serviu muitos anos de depósito da Farmácia Central do Exército. As
Hist_005Irmãzinhas dos Pobres viram-se compelidas a sair, regressando em 1938. Com a afluência de gentes da província, sobretudo depois da primeira Grande Guerra, surgiram os bairros degradados, como o Bairro da Liberdade, logo seguido de outros núcleos de habitações rudimentares nas imediações da estação do caminho-de-ferro, na Rabicha, no Tarujo, e em Santana, junto à ribeira, nos anos 20 e 30.
O desenvolvimento do Bairro da Liberdade ocorreu por volta de 1920, altura em que se ligou ao Bairro dos Arcos, um pouco mais antigo. Conta-se que dois indivíduos, um tal Ferro e outro, começaram a vender terrenos a preços convidativos, e quando se descobriu que os terrenos eram do município já eles tinham abalado para o Brasil. A designação Bairro da Liberdade deveu-se ao republicano Carlos Rodrigues dos Santos, o «Carlos da Parteira», que de acordo com a memória local baptizou as primeiras crianças que ali nasceram com os nomes de Libertino e Libertina.Hist_006
Na Primeira República, Campolide foi palco de greves, revoltas e sublevações diversas. Greves, por exemplo, em 1910, a dos cabouqueiros da fábrica de Casimiro José Sabido, ou, em 1914 e 1917, as greves ferroviárias de Campolide. Revoltas, assinale-se em 5 de dezembro de 1917, no Alto do Parque, o golpe militar de Sidónio Pais, ou em outubro de 1921, quando os oficiais do Quartel de Metralhadoras e de Caçadores 5 se rebelaram. Nova insurreição do Quartel de Metralhadoras em 18 de abril de 1925. Às “portas de Campolide” (Alto de Campolide), em 1926, tentaram as tropas fiéis ao Governo resistir ao golpe militar de 28 de maio. Já em 26 de agosto de 1931, foram os militares de Caçadores 5 que saíram para atacar os revoltosos no Parque.
No mesmo período, alguns acontecimentos da vida social e associativa merecem ser referidos na seguinte cronologia.

No mesmo período, alguns acontecimentos da vida social e associativa merecem ser referidos na
seguinte cronologia.

1914 – Fundação do Campolide Clube.
1915 – Criação da Casa de Saúde das Amoreiras.
1920 – Fundação do Santana futebol Clube.
1921-1940 – Campo de jogos do Sport Lisboa e Benfica (zona do actual Liceu francês).
1925 – Fundação do Sport Lisboa e Campolide.
1930 – Fundação do Campolide Atlético Clube.
28-05-1931 – Outorgada a escritura da Educação Popular pelo Sr. Leça da Veiga perante o Notário Eugénio Carvalho da Silva.
27-12-1931 – Criação da «capela-escola» de Educação Popular.
1934 – Fundação do Clube Atlético da Cascalheira.
1935 – Fundação do Liberdade Atlético Clube.
Em 1933 gizou-se um plano de realojamento ao abrigo do regime de casas económicas, que veio a resultar no Bairro Social da Serafina, que é actualmente parte integrante da Freguesia.
O Bairro está bem enquadrado com o Aqueduto e com a paisagem natural. Tem uma zona de habitações unifamiliares e outra de equipamentos (escola primária, centro popular, comércio e serviços públicos) e representa um bom modelo de intervenção estatal na década de 30 do século passado.
Nos anos 30, deve ainda referir-se a instalação em Campolide do Colégio das Doroteias, no antigo palácio do Visconde de Abrançalha.

A Paróquia de São Vicente de Paulo

O Pároco, o Pe. José GaIlea, então Capelão das Irmãs do Amor de Deus, a quem foi confiada a Educação Popular, Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada pelo Pe. Maurício, Dr. Leça
da Veiga e outros membros da Conferência Vicentina, oriundos da Paróquia de São Sebastião da Pedreira e os primeiros obreiros apostólicos destes Bairros.
A 25 de março de 1959 foi constituída a Paróquia de São Vicente de Paulo, criada autónoma pelo Senhor Cardeal Patriarca Dom Manuel Gonçalves Cerejeira e confiada aos Padres Missionários da Consolata conjuntamente com a de Santo António de Campolide.
A Junta de freguesia de Campolide, foi Criada pela remodelação administrativa da cidade, em 7 fevereiro de 1959, foi constituída com território destacado de S. Sebastião da Pedreira.
A Freguesia tem uma área de 2,8 km que, no passado fazia parte duma vasta área agricultada.
Estas características rurais estendiam-se até às margens da Ribeira de Alcântara, com as suas frescas águas, muitas fontes e com a abundância de olivais e pomares, esta área fazia as delícias dos fidalgos do reino e da burguesia de Lisboa, que a privilegiavam como espaço de lazer.
Para trás ficava uma história antiga de muitos séculos, de que actualmente subsistem elementos memoriais muito dispersos, se bem que se conserve uma certa identidade local bairrista, no sentido nobre da palavra.
Campolide resulta em grande parte, de uma ocupação humana derivada da muita gente que foi necessária para as obras de construção do monumental Aqueduto das Águas Livres. Daí que, em parte se tenham distinguido desde o século XVIII, duas áreas, uma inicialmente para os “mestres”, com melhores condições de residência e outra para os “operários”, improvisada e semeada de barracas. As transformações viárias e urbanas das últimas décadas ainda não retiraram o carácter ao velho sítio de Campolide, cuja história e tradições merecem ser melhor conhecidas e revalorizadas.Hist_007

Os banhos da poça

Na praia do Forte da Cadaveira, junto de uns rochedos dava-se a emergência destas águas, que formavam poças onde os doentes se banhavam. Em 1835 os banhos eram explorados por Matias José de Oliveira Leite, e em 1842 a Misericórdia de Cascais solicita ao Governo ” a cedência da posse das águas da Poça, sitas junto do forte de São Pedra da Cadaveira’ (Ferrão, 2003).
O Alvará2 régio de 18 de Fevereiro de 1843 concedeu à Misericórdia o direito de exploração destas
nascentes termais. “Em Julho desse mesmo ano elaboraram-se as primeiras Refiras Higiénicas ou Regulamento dos Banhos’ …
… Em 1860 o Ministério da Guerra concedeu à Misericórdia o Forte de S. Pedro, acima dos banhos,
sendo então utilizados para alojamento dos aquistas. Dois anos depois, foi construído um novo balneário, também em madeira mas já de carácter definitivo, com oito tanques de banho, sala de espera e novos depósitos de água, servindo o antigo balneário para banhos a indigentes.
A este balneário se refere a inscrição ainda existente na nascente da praia.

A Nascente da Poça, assim como as do Estoril (termas) e do Convento de Santo António no Estoril,
fazem parte do Catálogo “Renseignements sul Ies Eaux minerales Portuqaise”, elaborado por Agostinho Lourenço para a Exposition Uníverselle de Paris de 1867. Este Químico considerava não haver diferença na composição da água das duas primeiras nascentes, e a do Convento, embora semelhante tinha uma mineralização mais fraca. Quanto à temperatura a diferença era de 2 graus para as duas primeiras, 26° e 28° respectivamente, não nos fornecendo dados sobre a temperatura da nascente do convento. Quanto ao estabelecimento termal, Lourenço (1867,12) informa-nos: “L’établtssement de bains est placé si prés de la mer, que ses eaux y pénétrent quelqueiois, malgré les hautes murailles qu ‘on a constiuites pour le defendre. »
A partir de 1890 a Misericórdia de Cascais inicia um processo para arrendamento dos banhos, que se vem a concretizar em 1894. Depois de um concurso público, foi celebrado contrato com uma Sociedade formada pelo Dr. Carlos Tavares e o Tenente-Coronel Jacinto Parreira. As cláusulas do contrato obrigavam, entre outras coisas, os arrendatários a construir um novo edifício” com todas a
condições da moderna ciência balnear”, (cit. Ferrão, 2003)
Este novo edifício contava com 28 cabines de banhos dispostos em torno de uma sala de 200m2, onde se encontrava o bilhar, piano e zona de leitura, nas quatro torres encontravam-se os depósitos de água mineral e de água do mar. Sobre estas instalações escrevia-se no Correio de Cascais de 1889:”… são uma glória para a indústria nacional, pois são genuinamente portugueses todos os aparelhos que ali se encontram, desde as engenhosas torneiras, invenção do honrado industrial o Sr. Capucho, até aos duches, pulverizações e irrigações, que pelo mesmo industrial e pelo Sr. Júlio Peneira foram construídos.” (cit, Ferrão, 2003).
2 Alvará de concessão 28/7/1894 a favor da Empresa de Banhos da Poça em São João do Estoril. Anulado pelo Ministério da Guerra em 1922

Sarzedas (1903. 84) no seu Relatório de Inspeção Médica de 1902, relata que ele ainda viu: ” … Restos de tinas escavadas na própria rocha, que antecederam o balneário da Misericórdia, não sendo possível apurar a data aproximada do inicio da sua exploração”. Quanto ao estabelecimento termal ele foi descrito em tons elogiosos Hist_008pelo Inspetor Médico, quanto aos banhos eram feitos com água termal, água do mar e água comum. Contava ainda com as seguintes técnicas balneoterápicas. “Tem uma sala com os respectivos aparelhos para banhos de chuva, duche de agulheta e duche circular.
Uma outra sala com três inaladores, e ainda uma outra mais pequena com uma banheira com uma
banheira para entrevados e um irrigador vaginal”
Em 1918 o estabelecimento serviu de hospital provisório às vítimas da pneumónica, ainda relembrado pela proprietária do balneário da praia: Aqui por cima estava cheio de banheiras, onde curaram a pneumónica …
Em 1922 o ministério da guerra ” que se arrogou ao direito de propriedade dos terrenos anexos ao
forte de São Pedra e ao local onde se encontrava o edifício dos banhos”.

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O arrendatário, então Luís Filipe da Mata contestou esta medida, mas a 27 de Novembro de 1922 uma força militar “arrombando portas e ocupando militarmente todos os espaço que estavam consumados no arrendamento”
Os banhos da poça eram para doenças de pele e do aparelho digestivo, ” … Era para mal de pele
que vinham cá mais … ” dizia depois em 1922 o seu proprietário, altura em que estas termas deixaram de funcionar. A época balnear durante os famosos banhos ia de maio a novembro. Mas no parque em volta do antigo balneário ainda persistiram depois do início dos anos vinte e por muitos anos as grandes “banheiras em pedra”, onde os aquistas tomavam os seus banhos ao ar livre, transportando a água da nascente da praia.

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O edifício dos antigos banhos, embora remodelados, ainda se conserva, é uma construção acastelada, de planta quadrada com quatro torres nos seus ângulos, onde foi acrescentado um piso dos lados entre as torres. Na praia existe ainda a estrutura de uma nascente, para a qual se descia por uma escada protegida por uma construção circular, em forma de poço coberto, sobre a qual foi colocada uma lápide com a seguinte inscrição:
“Banhos da Misericórdia dei Cascaes”/ No Anno de 1861 Sendo Provedor F.N. Ferr.

A Instituição

S. Vicente de Paulo, sacerdote francês, funda, em 1625, a Sociedade dos Vicentinos. Vai ser o espírito caritativo dos Vicentinos que começaram por aqui as suas atividades caritativas em 1917, e nos quais está a origem da Educação Popular.Hist017
Por volta dos anos trinta (século XX), depois da implementação da República, um grupo de Vicentinos visita as cadeias do Monsanto e é durante uma dessas visitas que estes religiosos entram em contacto com a população do Bairro da Liberdade. Dr. Herman Leça da Veiga, um Vicentino, impôs a si próprio a missão de melhorar a situação daquela gente que aqui vivia.
Alguns senhores se lhe juntaram nesta tarefa. Um deles foi o Padre Maurício dos Santos 3, Jesuíta. Vulgarmente vestido de fato-de-macaco, rapidamente ganha a simpatia das pessoas. Os Vicentinos por aqui se instalaram e, prudentemente, não falavam de imediato de religião mas abordando primeiramente os seus problemas, entram em tabernas, tomam um copo e oferecem tabaco. Só depois tomam conhecimento que um daqueles “senhores” é Padre, “mas aquele padre é um Padre diferente”… é o Padre Maurício dos Santos, um fundador da Escola Popular conjuntamente com o Senhor Pinto de Araújo e o Dr. Herman Leça da Veiga.
Uma primeira necessidade contrastada por este Homens foi falar de alguém que tomasse conta das crianças enquanto os seus pais iam trabalhar.
No ano seguinte, em 27 de dezembro de 1931, é inaugurada uma Capela – Escola e, em 1932, realiza-se uma Primeira Comunhão das crianças do Bairro da Liberdade.Hist_011
No ano seguinte seria inaugurado um curso noturno para adultos, no qual começaram por ser instruídos oitenta e dois homens.
A Educação Popular é primeiro chamada de “Serrana” pelo povo.
Só a partir de 1935, é aprovado o alvará que reconhece a obra da Serra do Monsanto por Educação Popular, do povo e para o povo.
3 Reverendo Padre Domingos Maurícío era membro da companhia de Jesus. (Jesuitas)
Nasceu no dia 29 de março de 1896 em Matosinhos. Em 1923 é ordenado em Roma. A 26 de julho de 1930 em conjunto com o Dr. Herman Leça da Veiqa e o Sr. Pinto de Araújo começam a Evanqelizar o Bairro da Liberdade e Serafina.

Hist_012Em 1936, a Obra é considerada de Beneficência e em 1937, uma Portaria de 23 de Junho louva esta Obra de Benemérita. O ano 1937 é, assim, um ano marcado pelo crescimento da Instituição, pelo brotar de novos setores – inaugura-se uma Creche (Chamada Creche da Sagrada Família) e um Posto Médico. No mesmo edifício funciona também uma enfermaria, um refeitório, uma cozinha, um posto de saúde, um balneário e uma despensa.

Em 1939, é inaugurada uma casa de trabalho onde “as raparigas aprendem a ser esposas e mães, a fazer do lar um motivo de atração”.
Em 1941, constrói-se a Escola Primária, no Alto da Serafina, num local agradável e privilegiado. É desta forma que é criado o “Externato Educação Popular” que pretende servir uma população escolar de cerca de 600 rapazes e raparigas.Hist_013
Em 28 de março de 1942, é assinado o contrato entre o Instituto das Religiosas do Amor de Deus e a “Educação Popular” para a abertura da “Colónia de repouso de crianças” em São João do Estoril – onde funcionavam as Termas da Poça – com o objetivo de acolher crianças fracas e doentes, de famílias pobres dos Bairros da Serafina e Liberdade que, por turnos, durante um mês, se restabeleciam e recebiam formação.
Anos depois passaram a receber, em regime de internato, crianças da Casa Pia e da Santa Casa
da Misericórdia de Lisboa …
Em 1972, as crianças foram reintegradas em famílias e no edifício passou a funcionar o 1º ciclo e pré-escolar.

A inauguração da Colónia Infantil do Estoril, foi no dia 19 de abril de 1942 e é através desta Colónia que se dá o primeiro contacto com as Religiosas do Amor de Deus.

Em 1945, as Irmãs tomam conta da Instituição da Educação Popular em Lisboa.

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Desde a sua fundação, a Educação Popular cresceu tendo, no início dos anos 90, inaugurado um novo edifício onde atualmente funciona a Creche e pré-escolar, o CATL, o refeitório, os gabinetes técnicos e de Direção, secretaria e outros serviços.
No ano 2006, foi inaugurado um outro edifício para o 2° e 3° ciclos do ensino básico, englobando sala de docentes e ginásio.

O resumo do passado

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1931 – Ano em que os nossos fundadores sonharam em criar a obra juntos dos mais necessitados,
1932 – 10 anos depois pedem ajuda às Irmãs do Amor de Deus e confiam-lhes as crianças em regime de internato em São João do Estoril.
1945 – Os fundadores da Educação Popular pediram a presença das Irmãs num dos bairros
mais pobres e marginalizados da periferia de Lisboa, Bairro da Serafina e Liberdade, encarregam-se da formação religiosa em geral, da creche, do jardim-de-infância, da escola primária, dum posto médico, da cantina escolar, da formação da mulher, “casa de trabalhos “…
1972 – Reajusta-se o funcionamento da Colónia Infantil de Educação Popular – a Poça.

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Realidade atual

Número de alunos no presente ano letivo, Externato Educação Popular:
Rua da Capela – 79 alunos de Pré – escolar
Rua Padre Maurício dos Santos – 189 alunos de 1º ciclo
Rua João Mota e Silva – 98 alunos de creche / 48 alunos de Pré – escolar / 153 alunos de 2º e 3º ciclo
Colónia Infantil (Estoril) – 150 alunos de pré- escolar e 1º ciclo
No Externato, 93% dos alunos é abrangido pelo apoio financeiro do Ministério da Educação. Destes, 62.7% pertencem ao primeiro escalão, 12.87% ao segundo, 12.54% ao terceiro e 11.88% ao quarto escalão.
Na Colónia infantil, 80% dos alunos estão abrangidos pelo apoio financeiro. Destes 45% pertencem ao primeiro escalão, 18.75% ao segundo, 11.25% ao terceiro e 25% ao quarto escalão.
Estes dados refletem as dificuldades económicas das famílias que condicionam a gestão da associação, uma vez que a todos os alunos se adianta este apoio, fazendo com que as mensalidades sejam muito baixas.
Recordamos que a última renovação do Protocolo celebrado entre a Instituição e a Congregação das Irmãs do Amor de Deus, data de 01 de setembro de 2001. Entretanto, o mesmo foi cancelado em setembro de 2011 para o Externato Educação Popular, Lisboa, originando o encerramento da comunidade religiosa no Bairro, Rua da Capela. Contudo, na Colónia Infantil do Estoril, onde reside uma comunidade de 4 Irmãs, mantem-se em vigor o Protocolo de cooperação acima referido.

Projeções de futuro

Em fidelidade aos objetivos fundacionais, a Comissão Executiva da Educação Popular pretende:

• Promover a solidariedade social e a dignidade de toda a pessoa humana;
• Fomentar uma educação em valores humano-cristãos;
• Potenciar a comunhão entre todos, valorizando as capacidades e contributos de cada um de acordo com a sua função;
• Desenvolver estratégias que facilitem a inclusão de todos os elementos da comunidade educativa nesta missão de educar;
• Criar canais de fácil comunicação entre todos;
• Fomentar a criação de uma Associação de Pais.